Um convidado especial marca presença na Festa do Peão de Barretos: André Luiz Mazzaropi, filho do eterno Jeca, traz para o Rancho do Peãozinho uma mostra que reconta a história de um dos maiores ícones da cultura caipira brasileira.
Em 1974, André esteve com o pai em Barretos quando tudo ainda era muito diferente da festa que acontece atualmente no Parque do Peão. E neste ano, o Festival Anima Barretos, desenvolvido pela coordenadora da Oficina Pedagógica de Artes, Maria de Lurdes Fabro, homenageia a vida e a obra de Amácio Mazzaropi.
“Tenho viajado esse país inteiro e onde quer que a gente vá, recebemos esse um carinho muito grande dos brasileiros. Em 2009, eu estive na festa de Barretos e conheci o projeto Anima Barretos e a sua coordenadora, que propôs uma homenagem ao meu pai. A história dele é uma história pública, brasileira e simples. Enfim, é a história do homem do campo que a festa de Barretos representa tão bem.”, diz André.
Ele colaborou com a pesquisa para a elaboração do projeto e foi convidado para ver este ano os vídeos que os alunos dos ensinos Fundamental e Médio da rede pública da região de Barretos fizeram em homenagem a Mazzaropi. Ao todo, o festival recebeu 215 inscrições e 50 trabalhos foram selecionados.
“É muito importante fazer com que as crianças conheçam o Mazzaropi para que preservem a cultura caipira que o Brasil inteiro ama. A mostra de cinema que trouxemos para Barretos a respeito da vida do meu pai já foi apresentada mais de 9 mil vezes pelo país e eu comemoro aqui, na Festa do Peão, a 1550a vez que homenageio Mazzaropi me transformando nele em um show onde mostro um pouco do que foi esse grande mito.”, diz André.
A trajetória começou em 1983, dois anos após a morte do Jeca, porque André entendia que não poderia deixar esse personagem morrer. “Resolvi levar esse legado adiante e criei coragem para me vestir de Jeca. Coloquei a camisa xadrez, o chapéu de palha e a botina que me acompanha há tanto tempo.”, revela.
Mazzaropi levou 200 milhões de brasileiros às salas de cinema entre 1954 e 1984, naquela época esse número representava três vezes a população do país. Em Barretos, a mostra reúne gerações de brasileiros que vêm relembrar ou conhecer a história do caipira. São 250 peças, além dos filmes que recontam a história de Mazzaropi.
“O legado que ele nos deixou é limpo e honroso. Onde quer que se vá, recebemos uma energia muito grande das pessoas, saudosas daquela simplicidade. Ser filho dele é algo extraordinário.”, conta André.
O show acontece no sábado (28), às 17h, no Rancho do Peãozinho, com entrada gratuita. A exposição pode ser vista diariamente, das 9h às 17h, também com entrada grátis.
Fonte: EPTV.com
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