
O que se descobriu
Isabel Mist*
As meninas não sabiam onde era a saída, mas lembravam o suficiente para saber que não estavam indo até lá. Lina estava apreensiva. Dragão mostrava-se impassível. Pararam diante de um elevador. Entraram nele e subiram para o nono andar. Pararam diante da porta da sala do diretor da biblioteca, Pedro Minos, que Dragão abriu pedindo para que Heloísa e Lina entrassem. Dragão sentou-se e perguntou:
“Lina, já sabe que não sou o que você pensava.”
“O que acha que sei?”
“Você sabe o que seu tio Dédalo queria que soubesse.”
“Não sei do que está falando.”
“Não sabe? Não foi ele que a mandou aqui ontem? Não foi ele que a incentivou a procurar documentos na biblioteca?”
“Se sabia disso, por que não me impediu? Qual era seu interesse em me deixar saber o que está fazendo na biblioteca?”
“Meu interesse é fazer com que Dédalo pare de me perseguir e a minha família. Ele tem uma idéia maluca de que conspiramos para desviar verbas públicas para manter uma suposta empresa que pensa ser nossa.”
“Por que nos trouxe aqui? Por que me deixou ver o que está fazendo na biblioteca?”
“Estão aqui para saber que não devem acreditar em Dédalo, ele está usando vocês duas para tentar me atingir. E o que você viu na biblioteca? Viu livros antigos sendo restaurados, nada mais.”
“Os livros cujas versões, e não reproduções estão disponíveis para consulta na biblioteca. Qual é o objetivo de se divulgar falsas versões das fábulas e lendas de uma cidade? Sim, porque divulgar uma falsa versão da história da cidade eu consigo entender melhor…”
“O que você chama de versão falsa?”
“Quer me fazer acreditar que o diretor da biblioteca não sabe que todos os materiais disponibilizados ao público sobre a história da cidade são diferentes daqueles que estão sendo restaurados?”
“Como você disse, os materiais são diferentes, mas contam a mesma história.”
“Então você pensa assim? O que faz é impedir as pessoas de conhecerem suas origens. O que o faz pensar que tem esse direito?”
“Não me desafie, Lina. Coloque-se no seu lugar! Eu fui escolhido para dirigir esta biblioteca, portanto sou eu que decido a melhor forma de divulgar informações, o que deve ser divulgado e quem pode compartilhar do que sei. Nem você, nem Dédalo teem o direito de me questionar.”
“Está enganado, Minos. Você deve explicações a esta cidade, por esta e outras atitudes que teve ao longo de sua vida. E posso provar que não estou mentindo.”
Dédalo entrara sem ser anunciado.
*Isabel Mist, sonhando…
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E agora??
Meu Deus!!! agora eu fiquei mais perdida que nunca!!!! chega logo semana que vem!!!!!
Bibliotecas sempre guardam segredos!!! cada um deve procurar o seu….