Escrito pelo inglês Alan Moore (Monstro do Pântano, John Constantine, V de Vingança) e desenhado por seu conterrâneo Dave Gibbons, foi lançado originalmente em 1985.
Em Watchmen, apesar da existência de heróis – ou até pela presença deles na sociedade –, o mundo não está melhor. Ao contrário. Usados e perseguidos pela mídia, que os tornou celebridades, e envolvidos pelo poder em intrigas políticas e guerras sujas, os heróis perderam a credibilidade e foram tirados de circulação.
No entanto, o assassinato de um deles, o Comediante, reacende as memórias e as mágoas dos antigos combatentes do crime. Para saber quem teria interesse em cometer o homicídio, o paranóico e desajustado Rorschach parte para investigar. As pistas apontam para um dos “mocinhos”. Entre eles se encontram o segundo homem a vestir o uniforme do Coruja, o empresário e ex-vigilante Ozymandias, o onipotente Dr. Manhatan (o único que possui super-poderes de verdade), entre outros.
Síntese crítica dos quadrinhos das eras de ouro e de prata – com a metalinguagem se estendendo até as Tijuana Bibles dos anos 1930 e as histórias de horror da década de 1950 –, Watchmen é muito mais do que uma narrativa de heróis. É um ponto de reflexão sobre a política, a história e as próprias histórias em quadrinhos. Em cada capítulo, o leitor encontra fichas médicas, reportagens e “entrevistas” com os personagens, elementos que enriquecem a trama, repleta de flashbacks que mostram a formação dos primeiros grupos de heróis e a subseqüente corrupção de seus valores.
Esta obra foi publicada duas vezes pela Editora Abril, inicialmente em 6 edições, de novembro de 1988 a abril de 1989, também publicada em edição encadernada, e depois como uma série em 12 edições, de fevereiro a agosto de 1999. Essa obra-prima deixa uma quetão: em um mundo em que os heróis fantasiados são reais, quem vigia os vigilantes?
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